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MPF investiga falta de profissionais em hospitais regionais de Sorriso e Colíder | HiperNotícias

A procuradora da República Denise Nunes Rocha Müller Slhessarenko, do Ministério Público Federal (MPF), instaurou inquéritos civis para investigar a insuficiência de profissionais de saúde e os riscos assistenciais no Hospital Regional de Sorriso e no Hospital Regional de Colíder (397 e 632 km de Cuiabá, respectivamente). As decisões, assinadas pela, foram publicadas no Diário Oficial nesta terça-feira (10).

No Hospital Regional de Sorriso, a investigação aprofunda denúncias de déficit de profissionais de enfermagem, que estariam provocando bloqueio de leitos e comprometendo a continuidade dos serviços. Fiscalizações do Conselho Regional de Enfermagem (COREN/MT) apontaram situações críticas, como apenas dois técnicos de enfermagem e um enfermeiro atendendo dez pacientes graves em UTI, em desacordo com normas da ANVISA.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES/MT) informou que, em dezembro de 2025, havia 12 leitos bloqueados por falta de pessoal e que 132 profissionais foram convocados, dos quais 83 assumiram. No entanto, o MPF destacou que não foi apresentado um plano de ação com prazos definidos para reabertura total dos leitos, indicando persistência das irregularidades.

Já no Hospital Regional de Colíder, o MPF apura um déficit ainda mais amplo, com pelo menos 152 cargos vagos, especialmente nas áreas de enfermagem e fisioterapia. Uma fiscalização do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO-9), realizada em agosto de 2026, constatou ausência de coordenador técnico na UTI adulta, falta de fisioterapeutas em setores essenciais e equipamentos com calibração vencida, resultando em autos de infração.

A SES-MT reconheceu que as medidas adotadas até o momento são apenas paliativas e não solucionam o déficit estrutural. O MPF também aguarda resposta do COREN/MT sobre a situação das equipes de enfermagem, já que requisições anteriores não foram atendidas.

Nos dois hospitais, o MPF aponta que a escassez de profissionais pode estar colocando em risco a assistência prestada à população, especialmente considerando que ambas as unidades são referências regionais em média e alta complexidade. Os inquéritos buscam verificar se as irregularidades foram sanadas e se o risco assistencial permanece.

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