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Dados da SES indicam que Corpo de Bombeiros está substituindo SAMU | HiperNotícias

Os dados, apresentados pelo Secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, nesta quarta-feira (22), na Assembleia Legislativa declaram uma melhora no atendimento de urgência prestado na capital com integração entre Corpo de Bombeiros e Samu, no entanto, o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (SISMA-MT) alega que ação sucateou o atendimento.

Números apresentados afirmam que o número de ocorrências atendidas no primeiro trimestre subiu para 8.692, um crescimento de 55% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Teria havido um aumento de 108% na frota de atendimento pré-hospitalar em Cuiabá e Várzea Grande, saltando de 12 para 25 equipes operacionais. 

Destacam também que o Corpo de Bombeiros contratou mais de 280 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e condutores, garantindo a ampliação do serviço de moto resgate e de ambulâncias equipadas. Ademais, o tempo médio de resposta na região metropolitana teria caído de 25 minutos para 17,2 minutos em 2026, representando uma redução de 31% na espera pelo atendimento de urgência.

Em manifestação na quarta-feira (15) da semana passada, os socorristas denunciaram que o SAMU está com quase 60% da frota paralisada por falta de pessoal, já que 30% do corpo de servidores foi demitido sem substituição. 

O Secretário declarou nesta quarta-feira (22) que não presente repor os trabalhadores e que eles não eram necessários frente à integração com os Bombeiros. Para o SISMA-MT, a saúde pública precisa de planejamento, concurso público e valorização dos servidores. Não é a substituição ou a desestruturação das equipes que resolve o problema. 

A entidade reforça que decisões como essa têm impacto direto no atendimento e que, ‘mais uma vez, quem paga o preço é a população”. Segundo eles, a falta de servidores efetivos e a ausência de convocação de concursados continuam sendo um dos principais problemas da saúde pública no estado.

O presidente do SISMA-MT, Carlos Mesquita, reforça que a saída não está na redução de equipes, mas no fortalecimento do serviço público. “Estamos falando de um serviço que salva vidas todos os dias. Reduzir equipes é comprometer o atendimento e colocar a população em risco. O que precisamos é de mais investimento, mais servidores e melhores condições de trabalho”, pontua.

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