O policial civil aposentado Luciano Testa, de 56 anos, gravou um vídeo de pronunciamento para se defender das acusações de ter agredido um morador de 62 anos dentro do elevador de um condomínio residencial no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. No vídeo divulgado neste sábado (13) em suas redes sociais, o ex-servidor queixou-se de estar sofrendo um “massacre na internet” por meio de comentários de odiadores e perfis falsos, alegando que a imprensa e a vítima estão espalhando mentiras a seu respeito.
O caso, ocorrido na noite da última quinta-feira (11) e flagrado por câmeras do circuito interno de segurança, gerou grande repercussão após as imagens mostrarem o suspeito desferindo vários socos no rosto e nas costelas do idoso.
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No vídeo de retratação que gravou, o policial aparece fazendo carinho nos cabelos de uma criança, ele usa um cordão ao redor do pescoço estampado com quebra-cabeças coloridos, simbolizando o autismo. O aposentado disse que ele e o homem agredido possuem idades próximas, e questionou o motivo pelo qual o público aceitou a versão do idoso sem contestações.
O ex-policial sugeriu que a desavença teria começado em agosto do ano passado, quando, segundo o seu relato, o vizinho teria entrado no elevador e se “esfregado por trás” dele enquanto a porta se fechava. Luciano Testa declarou que reunirá todas as provas documentais e os vídeos que possui para gravar um novo material detalhado no decorrer da semana, na tentativa de rebater as acusações e apresentar o que classifica como a sua verdade sobre a dinâmica dos fatos.
A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou o registro da ocorrência e esclareceu publicamente que Testa já está aposentado, não fazendo mais parte do quadro de servidores efetivos da instituição. O conflito entre os vizinhos, que se arrasta há meses por conta de atritos anteriores e desentendimentos sobre supostos episódios de assédio e importunação no condomínio, já havia motivado o registro de boletins de ocorrência e uma audiência de conciliação recente entre as partes.
O caso oficial de agressão física agora é investigado pela Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), que vai analisar as filmagens completas do elevador e os depoimentos das testemunhas para apurar os crimes de injúria, lesão corporal e importunação sexual.
VÍDEO:
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