O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso pelo PL, Wellington Fagundes, afirmou nesta quarta-feira (22) que não exigirá que prefeitos aliados participem de sua campanha eleitoral em 2026. Segundo ele, os gestores municipais têm a responsabilidade de administrar as cidades e atender toda a população, independentemente de posicionamentos políticos.
Durante entrevista concedida após a convenção do PL, Fagundes disse compreender a pressão enfrentada pelos prefeitos diante da necessidade de buscar recursos para os municípios, mas ressaltou que a participação na campanha será facultativa.
“Não queremos que os prefeitos tenham obrigação de subir em palanque. Eles já cumpriram a missão deles e agora precisam administrar as cidades. Campanha cabe a mim, ao Medeiros, ao Odílio e aos candidatos fazerem. Se o prefeito puder participar, ótimo. Agora, nós não vamos obrigá-los”, declarou.
O senador acrescentou que os prefeitos foram eleitos para governar toda a população, e não apenas seus eleitores, motivo pelo qual considera inadequado impor participação em agendas eleitorais.
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DESGASTE NO PL
A declaração ocorre após semanas de desgaste dentro do PL por causa de prefeitos que manifestaram apoio público ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Wellington na disputa pelo Governo.
Nos últimos dias, Wellington endureceu o discurso ao afirmar que “existe fidelidade partidária” e que esse princípio deve ser respeitado pelos filiados. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, também avisou que, após o encerramento das convenções partidárias, a legenda cobrará alinhamento político de todos os filiados, embora tenha afirmado que o partido pretende dialogar antes de adotar qualquer medida.
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O tema ganhou força depois que prefeitos como Cláudio Ferreira (Rondonópolis), Edilson Piai (Campo Novo do Parecis) e Sérgio Machnic (Primavera do Leste) declararam apoio a Pivetta. O vereador Rafael Ranalli chegou a defender que os gestores deixassem o partido, enquanto Ananias adotou tom mais moderado, prometendo diálogo.
Além disso, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que seguirá a decisão do PL, apesar da amizade com Pivetta, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, optou por não participar da convenção partidária em meio ao ambiente de tensão na política de VG.
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