Arte/HNT
A vereadora por Cuiabá, Maria Avallone (PSDB), a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), e em destaque o ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite.
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), e a vereadora Maria Avallone (PSDB) se estranharam na sessão desta quinta-feira (23). Paula cobrou o relatório da Comissão Especial que investigou denúncia de assédio sexual contra o ex-secretário Municipal do Trabalho, William Leite (PL), alertando que o prazo para a apresentação do parecer havia terminado.
Maria Avallone, membro da comissão, atribuiu a demora ao procurador-geral Eustáquio Inácio de Noronha Neto e levou uma advertência de Paula sobre a terceirização do procedimento. A presidente ressaltou que a condução das comissões e de responsabilidade dos vereadores e não dos servidores da Casa.
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Fiquei surpresa agora com a fala que o procurador está fazendo o relatório
“A procuradoria não pode fazer esse relatório, quem tem que fazer esse relatório são as senhoras vereadoras. Peço à senhora que reveja isso”, disparou Paula Calil.
Avallone justificou que a comissão tinha apenas três vereadoras e o procurador se voluntariou para auxiliar, redigindo o relatório. No entanto, Maria e a presidente da comissão, Dra. Mara (Podemos), identificaram pontos que divergiam do relato da vítima e solicitaram a mudança.
“Presidente Paula Calil, esse relatório, ele já está sendo elaborado, mas nós vimos, eu e a Dra. Mara, que o relatório não condiz o que a gente presenciou. Portanto, a gente pediu a ele, ele sabe disso, que corrigisse alguns parágrafos”, explicou a vereadora.
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“QUEREMOS SABER A VERDADE”
Paula Calil emendou afirmando estar surpresa com o fato do procurador estar à frente da elaboração do relatório e citou o rito da Casa, lembrando Maria Avallone que os membros da comissão especial foram escolhidos por meio de votação com o consenso dos vereadores e cobrou respeito ao regimento.
“Quem assina esse relatório são as senhoras, essa missão foi dada às senhoras quando foi aprovada essa comissão aqui em plenário pelos demais colegas. Fiquei surpresa agora com a fala que o procurador está fazendo o relatório, não pode, tem que ser as senhoras”, disse a presidente.
A denúncia de suposto assédio sexual veio à tona no começo de fevereiro deste ano. William Leite foi exonerado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) na mesma semana. A Câmara instalou uma comissão para averiguar o caso, mas até o momento não há uma resolução.
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Após concluído, o relatório é protocolado à presidência da Câmara e avaliado pela Procuradoria. Sendo aprovado, é lido e votado pelos vereadores. Paula pediu celeridade no trâmite.
“Todos nós queremos saber a verdade do que foi apurado, nós precisamos que esse relatório seja protocolado à presidência para que ele seja lido em plenário, apresentado aos demais pares”, destacou Paula Calil.
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