O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) se posicionou contrário ao fim do regime trabalhista 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter um descanso, afirmando ser a favor da negociação entre o empregador e trabalhador. Para Pivetta, adotar um modelo único trabalhista é uma “interferência” do Estado.
“No meu pensamento, o Estado não deveria ser o intermediador, muito menos o ‘ditador’ de leis trabalhistas. Eu sou a favor da negociação”, pontuou Pivetta, em coletiva realizada nesta segunda-feira (25).
Otaviano explicou que seu posicionamento é derivado de exemplos de negociações trabalhistas praticadas em outros países. Para o governador, a adoção de um modelo único poderia “engessar” o país.
“É só ver os países que se desenvolveram, os exemplos que nós temos aí no mundo afora, que nós vamos ver que em relação de trabalho é empregador com trabalhador. Acertar o preço, acertar as horas de trabalho é uma coisa que não tem como engessar um país de 220 milhões de habitantes. Com as dimensões que tem o Brasil, você estabelecer uma lei para todo o país? As leis trabalhistas deveriam ser mais dinâmicas e com menos interferência do Estado”, ressaltou.
FIM DA ESCALA?
Além do projeto de lei, encaminhado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê o fim da escala 6×1, também tramita na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que trata da redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais e da adoção de modelos como o 5×2.
Apesar de seis deputados federais da bancada de Mato Grosso formalizarem o apoio à outra PEC que prevê a implementação total da nova escala com uma transição de 10 anos, conforme publicado pelo HNT, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira (25), que o relatório final da PEC que já tramita na Casa terá apenas um ano de transição, sinalizando um movimento favorável da Casa de Leis ao fim do regime.
LEIA MAIS: Hugo Motta anuncia transição de um ano para a jornada de 40 horas
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