A prisão do narcotraficante Gerson Palermo, na manhã desta terça-feira (26), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, só foi possível após o próprio foragido ter organizado o sequestro da filha, em outubro de 2025, na cidade de Campo Grande (MS). Foi a partir do crime que o serviço de inteligência descobriu o paradeiro do investigado.
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A informação dada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul é de que o sequestro ocorreu mediante disputa envolvendo valores relacionados ao narcotráfico.
Na data do crime, equipes do GARRAS e da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) localizaram e libertaram a vítima, além de prenderem um dos sequestradores na capital.
O Núcleo de Inteligência Policial da Depca atuou em conjunto com a Polícia Federal e a Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia (FELCN), encontrando a localização exata de Gerson Palermo.
A partir daí, as equipes passaram a monitorar o foragido até esta terça-feira (26), quando a polícia boliviana deflagrou uma operação para capturar o brasileiro.
Quem é Gerson Palermo?
Conhecido pelo histórico de crimes ligados ao tráfico de drogas e assalto a bancos, ele ganhou notoriedade ao sequestrar um avião da Vasp em 2000, quando desviou a rota da aeronave para Porecatu (PR), com objetivo de roubar R$ 5,5 milhões em malotes bancários.
Pelos crimes, Palermo soma uma condenação de 126 anos de prisão, mas desde abril de 2020 está foragido. A fuga fez com que seu nome ganhasse, mais uma vez, destaque nacional. Isso, porque ganhou o benefício da prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, mesmo com a longa lista criminal.
O traficante fugiu oito horas após receber o benefício. Meses depois, a decisão, assinada em um plantão pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, virou alvo de investigação. Pela suspeita de venda de sentenças no Tribunal de Justiça, Divoncir foi alvo de duas operações: a Tiradentes e a Ultima Ratio.
