30.maio - 2026 - 10:44

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Anvisa libera fábrica da Ypê, mas mantém restrição a lotes com final 1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (29), a retomada das atividades na fábrica da Ypê, em Amparo, no interior de São Paulo. A unidade estava sob restrição após a identificação de falhas sanitárias em inspeções anteriores.

Com a decisão, a Química Amparo, responsável pela marca Ypê, pode voltar a produzir imediatamente. A liberação ocorreu depois de uma nova fiscalização feita pela Anvisa em conjunto com órgãos de vigilância sanitária do estado de São Paulo, da região de Campinas e do município de Amparo.

Segundo a agência, a empresa apresentou um plano de correção para atender 76 exigências sanitárias apontadas durante uma inspeção realizada em abril. Entre os pontos cobrados estavam melhorias nos processos de fabricação, rastreamento dos produtos, controle de qualidade e monitoramento de possíveis riscos à saúde.

Anvisa mantém restrição de uso e venda de produtos Ypê. – Foto: Reprodução

Apesar da liberação da fábrica, nem todos os produtos da marca foram liberados. Itens fabricados a partir de 1º de abril de 2026, como lava-roupas líquidos, detergentes lava-louças líquidos e desinfetantes, podem voltar a ser comercializados e utilizados normalmente.

Por outro lado, continuam proibidos para venda e uso todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com lotes terminados em “1”. Conforme a Anvisa, esses produtos devem ficar armazenados em local seguro e não devem ser descartados.

A liberação desses lotes suspensos só deve ocorrer depois que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela agência, comprovando a segurança dos produtos.

Detergente Ype
Detergente Ypê (Foto: OGlobo)

Entenda o caso

A restrição contra produtos da Ypê começou no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes fabricados na unidade de Amparo. Na ocasião, a fiscalização apontou falhas graves nos processos industriais e risco de contaminação microbiológica.

O caso também chamou atenção porque, em novembro de 2025, a empresa já havia registrado contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.

Essa bactéria é comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, geralmente não causa problemas graves, mas pode provocar infecções em pessoas com baixa imunidade, idosos, transplantados e pacientes em tratamento contra câncer.

Mesmo com a retomada da produção, a Anvisa informou que continuará acompanhando a fábrica para verificar se as medidas corretivas serão mantidas. Os produtos que seguem suspensos só poderão voltar ao mercado após nova comprovação laboratorial de segurança.

Com informações da Agência Brasil.

  1. Anvisa suspende vendas de marca de detergentes por suspeita de contaminação

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