As imagens de câmeras de segurança que vieram a público nesta segunda-feira (27) mostram a abordagem que terminou com um entregador baleado por uma policial penal no bairro CPA IV, em Cuiabá.
O caso aconteceu na noite de quarta-feira (22), e a gravação coloca em dúvida a versão apresentada inicialmente pela servidora, que alegou ter agido em legítima defesa.
O vídeo registra toda a sequência da ocorrência. Às 19h24, crianças aparecem brincando em frente a uma residência. Cerca de um minuto depois, o motociclista Carlos Filipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, chega ao local, onde é aguardado pela policial penal Jorcenilma Franca Viegas, de 46 anos, e pela filha dela.
Segundo as imagens, Carlos Filipe estaciona a motocicleta e entrega um aparelho celular. Logo depois, a policial se identifica e determina que ele se deite no chão. Na sequência, são efetuados os primeiros disparos.
A gravação mostra ainda que, após os tiros iniciais, o motociclista tenta deixar o local com a motocicleta enquanto os disparos continuam. Em seguida, ele desce do veículo, tenta fugir empurrando a moto, mas cai. Toda a sequência dura poucos segundos. Pelas imagens, é possível contar mais de dez disparos. Veja:
A versão apresentada inicialmente pela policial penal é de que ela teria reagido após o motociclista tentar tomar a arma dela. No entanto, as imagens de segurança não mostram o entregador avançando em direção à servidora antes dos primeiros disparos.
Após ser baleado, Carlos Filipe foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde recebeu atendimento médico. O estado de saúde dele não havia sido atualizado oficialmente até a publicação desta reportagem.
Investigação
O caso é investigado pela Polícia Civil, que analisa as imagens das câmeras de segurança, além de outros elementos reunidos durante a investigação, para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
Em nota divulgada após o caso, a Polícia Penal informou que a servidora alegou ter agido em legítima defesa durante uma tentativa de recuperação de um celular. A defesa da policial também sustenta essa versão. O espaço permanece aberto para manifestação da servidora e de seus representantes sobre o conteúdo das imagens divulgadas nesta segunda-feira.
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