A lanchonete da dona Edna Aparecida Liberato já não tem o mesmo fluxo de clientes que tinha há quatro anos. Isso porque o acesso até o local passa por uma ponte de madeira de aproximadamente 120 metros que está estragada e não oferece condições mínimas de segurança a quem passa.
A estrutura fica às margens do Rio Sepotuba na divisa dos municípios de Tangará da Serra e Barra do Bugres, dentro do assentamento Antônio Conselheiro. De acordo com a comerciantes, o movimento caiu desde que a travessia se tornou arriscada.
“É bem crítico, porque todo mundo necessita dessa ponte, principalmente para transporte grande, como caminhão que já não pode mais passar. Teve o caso de um ônibus escolar que quase caiu, mas graças a Deus não aconteceu coisa pior”, contou ela.
Em fevereiro deste ano, uma equipe técnica da Secretaria de Infraestrutura de Tangará vistoriou o local e constatou os problemas na estrutura da ponte. Desde então, a situação piorou. Ao menos 90 famílias dependem da travessia, o que limita o acesso à saúde e à educação.
A outra alternativa de passagem fica a mais segura fica a 40 km, o que aumenta a viagem em mais de 1h. Para o agricultor Edvaldo de Almeida Augusto, essa rota alternativa acaba não compensando.
“Já fizemos um abaixo-assinado requerendo madeiras da Sema que estão apreendidas, mas até hoje não tivemos sucesso. Eles alegam questão política neste ano, mas a população fica correndo risco de sofrer acidente. Ficamos com medo de acontecer algo grave com quem precisa usar a ponte. Por outro lado, se interditar vai ser pior, porque tem que dar uma volta muito grande”, disse.
Já Milton Pereira dos Santos, trabalhador rural que ajudou a erguer as primeiras vigas da ponte, disse que a melhor saída é construir um acesso de concreto. “Desde a primeira vez que essa ponte quebrou e colocaram fogo, ela está assim. Nunca mais melhorou. Para melhorar, tinha que ser de cimento. Mas aí fica uma briga entre municípios”, sugeriu.
O município de Barra do Bugres, responsável oficial pela ponte, informou que já solicitou madeiras para a Secretaria Estadual de Meio-ambiente (Sema), mas não teve resposta. Já a Defesa Civil estadual disse que acompanha a situação e orientou a gestão pública a decretar emergência pública no local.
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