15.setembro - 2026 - 2:47

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Diretora da Santa Casa e outros 5 investigados seguem presos após audiência de custódia

Os seis presos na Operação Antidotum vão continuar na cadeia até uma nova ordem judicial. Os investigados, entre eles a diretora-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, passaram por audiência de custódia neste fim de semana.

Equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção estão no hospital (Foto: Gabi Cenciarelli)

Conforme apurado pela reportagem, os seis suspeitos de envolvimento em um esquema de desvios e fraudes na entidade, que acumula prejuízos superiores a R$ 4,9 milhões aos cofres do hospital, já estavam com a preventiva decretada; por isso, a audiência foi apenas para verificar se tiveram direitos violados pela polícia. Nenhuma irregularidade foi encontrada.

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Na sexta-feira (11), foram detidos:

  • Alir Terra Lima – Diretora-presidente da Santa Casa.
  • Alessandro Dias Junqueira – Diretor administrativo da Santa Casa.
  • Rinaldo Romano – Diretor Financeiro da Santa Casa.
  • Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa – Diretor de Finanças Adjunto da Santa Casa;
  • Monique Gregório – Supervisora do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME)
  • Mauricio Aparecido Benites – Empresário

Agora, as prisões só podem ser revogadas pelo juiz responsável pelo caso, ou em instâncias superiores.

Segundo o advogado Murilo Marques, responsável pela defesa de Alir Terra Lima, nos próximos dias, um pedido de revogação da preventiva da diretora-presidente deve ser enviado à Justiça.

“Estamos analisando as acusações para apresentarmos os devidos esclarecimentos e pedirmos a liberdade da Alir. Nos próximos dias já devemos fazer o pedido de revogação da preventiva”.

Murilo Marques

Ainda segundo o advogado, Alir nega que tenha cometido qualquer crime e está indignada com as acusações e com a prisão.

As acusações

Segundo o Ministério Público, apuração identificou irregularidades em um contrato assinado pela Santa Casa para a prestação de serviços de digitalização de prontuários. O acordo previa repasses de R$ 1,8 milhão por ano, com vigência de três anos e valor total de R$ 5,4 milhões.

Mas os pagamentos elevados eram realizados sem a devida prestação do serviço. Somente no primeiro ano de contrato, o desvio comprovado chegou a R$ 1,4 milhão.

As investigações identificaram ainda fraudes em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde com empresas de um mesmo grupo econômico, cujo proprietário mantinha ligações diretas com a diretoria do hospital.

As empresas contratadas estavam registradas no mesmo endereço comercial, mas o imóvel encontrava-se totalmente desocupado. Somente no ano de 2025, a operadora repassou cerca de R$ 9,6 milhões para esse grupo, gerando um prejuízo confirmado de, no mínimo, R$ 3,5 milhões.

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