O prazo para realizar a substituição de candidatas e candidatos para todos os cargos majoritários e proporcionais nas Eleições 2026 termina nesta segunda-feira (14). A data marca 20 dias para o 1º turno e permite que partido, federação ou coligação substitua candidaturas indeferidas, canceladas, cassadas, como também para casos de renúncias e falecimentos.
Em Mato Grosso, três candidatos ao governo do Estado já trocaram de vice antes do término do prazo, sendo eles o atual governador que busca a reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) que também concorre ao governo e o candidato Sargento Laudicério, que anunciou nesta segunda-feira (14) a sargento Karen Fortes como sua vice-governadora pelo partido Agir.
Sargento troca de vice duas vezes e monta chapa 100% militar
Essa é a segunda vez que o candidato ao governo de Mato Grosso Sargento Laudicério troca de vice. Em 26 de julho deste ano durante convenções partidárias, o Agir anunciou como vice-governador o produtor rural Beto Possamai na chapa com Laudicério.

Contudo, em 15 de agosto, o empresário Alex Pucineli foi escolhido novo candidato a vice-governador na chapa do Sargento na disputa. Antes de ser anunciado vice, ele havia se apresentado como pré-candidato ao Governo o e defendia um “choque de gestão” na administração estadual.
Segundo Laudicério, a mudança ocorreu por sugestão do próprio Possamai e faz parte de uma estratégia para ampliar a participação de diferentes setores na campanha.

Na última sexta-feira (11), Alex Pucineli desistiu da disputa e renunciou à candidatura. O pedido foi homologado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), em decisão do desembargador Marcos Machado.
Segundo a assessoria, a decisão ocorreu após uma questão técnica relacionada à comprovação da filiação partidária de Pucineli ao Agir. Conforme a nota, o sistema da Justiça Eleitoral ainda registrava vínculo do candidato com o Democrata desde 26 de março de 2026, sem anotação de desfiliação.
Já nesta segunda-feira (14) a policial militar sargento Karen de Arruda Fortes foi anunciada como candidata a vice-governadora. Com isso, a chapa fica com dois dois policiais militares e servidores públicos.

Atual governador troca deputado por suplente
Em 4 de agosto o Republicanos oficializou a candidatura do governador Otaviano Pivetta à reeleição ao Governo de Mato Grosso. A chapa teria como candidato a vice-governador o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), consolidando a aliança entre as duas siglas para a disputa eleitoral de 2026.

Uma semana depois do anúncio, o ex-secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso e deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) desistiu de disputar o cargo de vice-governador.
Ele deixou a disputa após ser alvo da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que apura suposto desvio de R$ 308 milhões em um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.
Segundo ele, a decisão foi motivada pela determinação do ministro Flávio Dino, que o impede de manter contato com Mauro Mendes, o que dificultaria a condução da campanha. Mendes havia indicado Garcia para a chapa com Pivetta.

Diante do imbróglio, a deputada federal e suplente de Fabio Garcia, Gisela Simona (União Brasil), foi anunciada como vice de Pivetta. Com isso, Fábio Garcia voltou a disputa para tentar a reeleição como deputado federal.
A escolha também atende ao desejo manifestado anteriormente por Pivetta de ter uma mulher da Baixada Cuiabana como companheira de chapa. Gisela é cuiabana e possui trajetória política e profissional na área de defesa do consumidor.
Senador troca empresário por produtor rural
No dia 21 de julho o Partido Liberal definiu durante convenção partidária na sede da legenda, em Cuiabá, o atual senador Wellington Fagundes como candidato ao governo de Mato Grosso. Na ocasião, o partido não definiu quem seria o vice da chapa ao governo.
Já em 5 de agosto, último partido a oficializar candidaturas para as eleições de 2026 em Mato Grosso, o Novo oficializou a candidatura do empresário Marcelo Maluf como vice-governador na chapa de Fagundes.
Fundador do Grupo São Benedito, o Maluf deixou o PSDB e oficializou entrada no partido Novo com a expectativa de uma candidatura ao governo neste ano, mas deixou o plano para compor com o PL.

Contudo, dois dias depois, Maluf afirmou ter sido comunicado pelo próprio senador de que outro nome seria indicado. Na documentação apresentada para o registro da chapa à Justiça Eleitoral, o PL inscreveu o médico Alencar Farina como candidato a vice de Fagundes.
Farina foi aliado do PT em Mato Grosso em 2004, quando foi vice do candidato a prefeito Alexandre César, o que teria causado mal estar entre os liberais, fator que gerou uma nova mudança na chapa.

Em 13 de agosto, o empresário Reinaldo Morais, conhecido como ‘Rei do Porco’, foi escolhido como novo nome para ocupar a vaga de vice-governador na chapa com Wellington.
Reinaldo Morais é empresário do agronegócio brasileiro e se define palestrante e escritor do Best-seller ‘Segredos de Pai para Filho’. Ele ficou nacionalmente conhecido ao aparecer em um vídeo no ano de 2024 passando óleo ungido nos pés do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Diamantino (MT).

A indicação de Reinaldo Morais a vice na chapa do Partido Liberal teria ocorrido após orientação da própria família Bolsonaro, na intenção de fortalecer o nome de Fagundes ao governo com um nome forte do setor do agronegócio.
Prazo para substituição de candidatos termina segunda-feira (14)
O registro de candidatura por substituição é previsto na Lei das Eleições (Lei n. 9.504/1997), regulamentada pela Resolução TSE n. 23.609/2019.
O pedido deve ser feito de acordo com o que constar no estatuto do partido ou federação e deve ser realizado em até 10 dias do fato que deu origem à substituição.
Os partidos políticos podem ainda solicitar o cancelamento do registro de candidatura daqueles que foram expulsos da sigla, o que pode ser feito até a data da eleição.
Casos de renúncia de candidatos
No caso de renúncia, o prazo é contado a partir da data de homologação judicial do ato de renúncia. Quando um candidato renuncia, tendo a candidatura já reconhecida judicialmente, ele será impedido de concorrer ao mesmo cargo, na mesma eleição.
E quando o candidato morre?
O prazo do dia 14 só não vale no caso de falecimento de candidatos, onde a substituição poderá ser efetivada após esta data.
Vale lembrar que, nesses casos, se a substituição ocorrer após a preparação das urnas e da lista de candidatos e candidatas, o substituto concorrerá com nome, número e foto da pessoa substituída.
Os pedidos de substituição devem ser realizados no Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex).
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