Camila Ribeiro/HNT
O artista visual Babu Sete Oito, grafiteiro de coração e mãos sujas de tinta.
O artista visual Babu Seteoito pertence à geração de cuiabanos que se reconhecem como “chapa e cruz”, expressão tradicional usada para definir quem nasceu e pretende morrer na Capital. O termo surgiu de um antigo costume do Hospital Geral, onde os bebês recebiam uma pequena chapinha de metal presa à pulseira de identificação logo após o nascimento — uma medida para evitar trocas no berçário.
“Chapa e cruz significa nascimento e morte. ‘Chapa’ é quando você nascia no Hospital Geral e ganhava essa chapinha”, explicou Babu durante entrevista ao HNT TV Entrevista.
O costume já não existe, mas deixou como herança uma expressão que se perpetuou entre os moradores de Cuiabá.
Babu carrega essa identidade não só nas memórias, mas também em sua arte. Seus grafites, marcados por cores vivas e quentes, exaltam a autenticidade da cultura mato-grossense e a espontaneidade das ruas. O artista faz questão de evidenciar sua cuiabania nos traços, nas personagens e nas histórias que cria, reafirmando um pertencimento que o acompanha desde a infância.
A outra metade da expressão, a “cruz”, é citada por Babu sempre com bom humor. “A cruz é quando enterra no cemitério. Por isso, você é cuiabano que nasceu e que vai até morrer”, brincou. E completa: ainda está longe de receber a sua.
“A cruz é quando enterra no cemitério. Por isso, você é Cuiabano de que nasceu e que vai até morrer”, disse.
Sorte de quem acompanha sua trajetória. Com projetos em andamento e outros tantos a serem colocados em prática, Babu segue expandindo sua arte, encantando colecionadores e levando o nome de Cuiabá para o Brasil por meio de seus traços marcantes.
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