A cantora Taylor Swift protocolou novos pedidos de registro de marca na última semana para proteger sua voz e imagem contra o avanço da inteligência artificial (IA). A iniciativa tem como objetivo dificultar a criação e disseminação de conteúdos sintéticos não autorizados, como músicas e vídeos, gerados por modelos de linguagem que replicam suas características pessoais.
Detalhes dos registros
Os documentos buscam resguardar elementos associados diretamente à artista, indo além das proteções tradicionais. Segundo o advogado especialista em registro de marcas Josh Gerben, Taylor Swift incluiu categorias incomuns no processo, como as chamadas marcas sonoras.
O objetivo é garantir a exclusividade comercial de frases faladas, como “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”. Embora marcas sonoras sejam comuns para vinhetas corporativas, a aplicação para a voz falada de uma pessoa física ainda é recente e pouco testada no meio jurídico.
Além da proteção vocal, os pedidos abrangem a identidade visual da cantora. A solicitação descreve a imagem da artista segurando uma guitarra rosa com alça preta, vestindo um body multicolorido e botas com detalhes prateados. Essa estética remete diretamente à The Eras Tour, turnê mundial que celebra as diferentes fases de sua carreira.
Estratégia legal contra IA
Historicamente, artistas utilizam leis de direitos autorais e o direito de publicidade para proteger suas obras e imagem pública. Contudo, as ferramentas modernas de inteligência artificial generativa permitem a criação de materiais inéditos que imitam estilos e timbres vocais sem copiar diretamente um arquivo protegido.
Diferente do copyright, o registro de marca não exige a comprovação de uma cópia idêntica. A proteção legal pode ser acionada em casos de usos considerados “confusamente similares”. Na prática, isso facilita a contestação de anúncios ou faixas musicais geradas por IA que soem como a cantora, permitindo solicitações ágeis de remoção de conteúdo junto às empresas envolvidas na distribuição.
Recentemente, órgãos reguladores nos Estados Unidos têm rejeitado pedidos de proteção para obras criadas integralmente por algoritmos, baseando-se na ausência de autoria humana. A manobra de Taylor Swift adapta a defesa de sua propriedade intelectual a esse novo cenário tecnológico, ampliando sua capacidade de contestar reproduções sintéticas.
Conteúdo elaborado por Diego Rohden com base no texto completo da fonte.
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