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Após polêmica com Erika Hilton, Jayme defende fim da escala 6×1  | HiperNotícias

O senador Jayme Campos (UB) anunciou publicamente que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. Em suas redes sociais, o parlamentar defendeu a redução da carga horária para 40 horas semanais, acompanhando o texto que já avançou na Câmara dos Deputados.

“Eu quero deixar bem clara a minha posição para os trabalhadores de Mato Grosso. Eu sou a favor e vou votar no Senado, pelo fim da escala 6×1, que reduz a jornada de semana para 40 horas, exatamente como foi aprovado na Câmara”, afirmou o senador.

O posicionamento de Jayme ocorre em um momento de repercussão negativa gerada por acusações da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) de que senadores, incluindo os mato-grossenses, endossaram uma proposta alternativa, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), que foca na flexibilização total e na prevalência de acordos individuais sobre os coletivos, modelo que Hilton apelidou de “escala 7×0”.

LEIA MAIS: Erika Hilton acusa senadores de MT de defenderem PEC da escala 7×0

Diante das acusações, o parlamentar reiterou seu compromisso com a celeridade do processo legislativo, em vídeo publicado nesta quinta-feira (4). “Eu defendo que o Senado vote o mais rápido possível essa proposta. Está dado o recado, o povo de Mato Grosso sabe que pode confiar”, declarou.

Apesar do desejo de Jayme por uma votação célere, a tramitação da PEC 221/2019 no Senado seguirá ritos específicos. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UB), informou que a proposta não irá diretamente ao Plenário, já que o texto precisará passar por análise em comissões, como a de Constituição e Justiça (CCJ), para que os senadores possam debater e “aperfeiçoar” a matéria com cautela, evitando votações apressadas por pressão de redes sociais, conforme proferido pelo próprio parlamentar.

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Na Câmara dos Deputados, a PEC já foi aprovada em primeiro turno com ampla margem, estabelecendo um período de transição de até 14 meses para a implementação da nova jornada. O texto aprovado garante ao menos duas folgas semanais remuneradas e mantém a possibilidade de compensação de horários via acordos coletivos.

A matéria ainda deve passar por um segundo turno de votação na Câmara antes de ser oficialmente analisada pelo Senado Federal.

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