Quase seis anos depois do assassinato de Patrícia Gomes da Cruz, de 39 anos, uma das investigadas pelo crime foi presa nesta terça-feira (22), em Uberlândia (MG). Considerada foragida da Justiça, a mulher teve a prisão preventiva cumprida durante a Operação Cerco Fechado, realizada por forças de segurança de Minas Gerais em conjunto com a Polícia Federal.
A investigada era procurada por um mandado expedido pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste e responde por homicídio qualificado. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, ela é apontada como responsável por conduzir a vítima até o local onde ocorreu a execução, além de participar da ocultação do cadáver e de tentar dificultar as investigações.
A prisão foi resultado de levantamentos de inteligência realizados pelas equipes da Agência Central de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), Grupo de Capturas da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).
Após ser localizada em Uberlândia, a investigada foi encaminhada à Polícia Civil de Minas Gerais para os procedimentos legais e ficará à disposição da Justiça.
Relembre o caso
Patrícia Gomes da Cruz desapareceu no dia 25 de agosto de 2020, após sair de casa, em Primavera do Leste, dizendo à família que iria receber um dinheiro. Depois disso, não voltou mais e passou a ser procurada pelos familiares, que registraram boletim de ocorrência.
O corpo da vítima foi encontrado uma semana depois, em 1º de setembro, próximo a uma propriedade rural localizada a cerca de 45 quilômetros da cidade. Em avançado estado de decomposição, o cadáver apresentava uma marca de tiro na cabeça.
As investigações conduzidas pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil apontaram que Patrícia foi atraída por um amigo até um bairro da cidade. No local, embarcou em um veículo conduzido pela mulher presa nesta terça-feira e foi levada até uma área afastada, onde, conforme a investigação, foi executada com um tiro na nuca.
Depois do homicídio, o corpo foi colocado no mesmo veículo, levado até uma região de mata e abandonado. Segundo a Polícia Civil, os envolvidos ainda utilizaram cal sobre o cadáver na tentativa de acelerar a decomposição e dificultar a produção de provas.
Tentativa de despistar a investigação
Durante o inquérito, a Polícia Civil concluiu que a investigada não apenas conduziu a vítima até o local do crime, como também participou da ocultação do corpo.
Segundo os investigadores, após o assassinato ela lavou o veículo utilizado na ação, vendeu o automóvel e fugiu da cidade. Também passou a enviar mensagens aos familiares da vítima utilizando outro número de telefone para criar a falsa impressão de que Patrícia ainda estava viva e, assim, dificultar o andamento das investigações.
As diligências ainda revelaram o envolvimento de outros suspeitos. Em 2021, a Polícia Civil indiciou três pessoas pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Um dos investigados era amigo da vítima e teria atraído Patrícia até o local onde ela foi levada pelos demais envolvidos.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário após a conclusão das investigações.
Prisão após anos de buscas
Desde a expedição do mandado de prisão preventiva, a investigada era considerada foragida da Justiça.
A captura ocorreu durante a Operação Cerco Fechado, que reúne forças de segurança para localizar pessoas procuradas por crimes graves. Segundo as autoridades mineiras, a prisão foi possível após trabalho de inteligência e diligências realizadas pelas equipes integradas.
Com a prisão, a investigada deverá responder ao processo criminal na Justiça de Mato Grosso.
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