Reprodução/Câmara de Cuaibá
A concessão da venda integral de férias a vereadores de Cuiabá já gerou impacto de quase R$ 1 milhão mil aos cofres públicos. Dos 27 parlamentares da Casa, 10 já solicitaram a conversão de férias em abono pecuniário, a maior parte do período integral, benefício autorizado por lei municipal sancionada neste ano.
Solicitaram o benefício os vereadores Kassio Coelho (Pode) que recebeu R$ 111.691,79, após descontos R$ 88.289,95. Cezinha Nascimento, R$ 111.691,79, após descontos R$ 95.853,58. Além desses, Adevair Cabral (SD), Chico 2000 (sem partido), Dra. Mara (Podemos), Demilson Nogueira (PP), Eduardo Magalhães (Republicanos), Jeferson Siqueira (PSD), Sargento Joelson (PSB), que também receberam cerca de R$ 100 mil cada, uma vez que todos esses “venderam” o período integral das férias.
Enquanto o coronel Dias (Cidadania) optou pelo gozo de 10 dias que jpa garante o pagamento dos valores, R$ 53.987,63, mais R$ 26.406,99 de verba indenizatória, um total de R$ 80.394,62, após descontos, R$ 66.110, 93.
Os pagamentos foram autorizados pela presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL).
A medida tem como base a Lei Municipal nº 7.442, aprovada no apagar das luzes do ano passado, e sancionada em janeiro deste ano pelo prefeito Abilio Brunini (PL), que passou a permitir a conversão integral das férias em dinheiro, prática que, até então, não era autorizada a vereadores em exercício de mandato.
MÊS TRABALHADO
O valor pago pela venda das férias é somado à remuneração regular do mês, uma vez que não gozaram do direito ao descanso, que inclui salário de R$ 26 mil, verba indenizatória de R$ 26,4 mil, gratificação de R$ 9,1 mil e auxílio-saúde de R$ 3,1 mil. Com isso, o total recebido no período ultrapassa R$ 73,2 mil por parlamentar.
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