30.maio - 2026 - 5:22

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Acusado de matar e enterrar o corpo da esposa no quintal vira réu

A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MPMT) contra Jackson Pinto da Silva, acusado de matar a mulher, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, e enterrar o corpo dela no quintal de casa, em Cuiabá (MT). O caso ocorreu no dia 5 deste mês.

Ele foi acusado pela prática dos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. A peça acusatória foi apresentada pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, no processo que tramita na 14ª Vara Criminal de Cuiabá.

Jackson Pinto da Silva enviou fotos à família para dizer que Nilza estava bem. – Foto: Reprodução

Segundo a denúncia, o crime ocorreu na manhã do dia 4 de maio de 2026, no interior da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, quando Jackson teria matado a esposa por asfixia mecânica. Ela foi surpreendida enquanto dormia, o que impossibilitou sua defesa, uma qualificadora do homicídio.

O crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, além de envolver menosprezo e discriminação à condição de mulher, configurando feminicídio.

A denúncia também descreve que o crime teria sido motivado por interesses patrimoniais, uma vez que, antes e após o homicídio, o acusado teria adotado medidas para obter controle financeiro sobre bens e valores da vítima, incluindo movimentações bancárias em benefício próprio.

Nilza Moura de Sousa Antunes foi encontrada morta no quintal de casa. - Foto: Reprodução
Nilza Moura de Sousa Antunes foi encontrada morta no quintal de casa. – Foto: Reprodução

De acordo com o promotor de Justiça, após o feminicídio, Jackson transportou o corpo até outro imóvel da vítima e, com o auxílio de maquinário previamente contratado sob o pretexto de construção, enterrou o cadáver, caracterizando o crime de ocultação.

Em seguida, ainda segundo a acusação, buscou dificultar a apuração dos fatos ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e simular o desaparecimento da vítima.

A denúncia relata também que o acusado utilizou o celular da própria vítima para enviar mensagens a familiares, simulando um sequestro e exigindo pagamento de resgate, além de ter comparecido à delegacia para registrar ocorrência falsa.

Corpo de Nilza foi encontrado a dois metros de profundidade no quintal. - Foto: Reprodução
Corpo de Nilza foi encontrado a dois metros de profundidade no quintal. – Foto: Reprodução

A versão apresentada, entretanto, foi contradita por elementos probatórios reunidos durante a investigação, levando à descoberta da dinâmica criminosa e à localização do corpo.

O promotor de Justiça Rinaldo Segundo ainda requereu o prosseguimento da ação penal até o julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.

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