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Aprovados em concurso cobram convocação de professores efetivos na Reme

Professores aprovados no último concurso da Rede Municipal de Ensino foram até a Câmara Municipal de Campo Grande para cobrar a convocação dos servidores efetivos. A categoria reclama que existem vagas ocupadas por contratados que poderiam ser destinadas aos aprovados no concurso público.

Professores foram a Câmera Municipal para exigir a convocação dos aprovados no concurso (Foto: Marcus Vinnicius)

O último concurso público para professores da Reme foi em 2024. O edital ofertou inicialmente 323 para início imediato, além da formação de cadastro de reserva. Foram mais de 20 mil inscritos e pouco mais de 3 mil aprovados, que agora reivindicam a nomeação.

Nesta terça-feira (3), mais de 70 professores se reuniram no plenário da Câmara Municipal para cobrar a convocação, entre eles, o professor de educação física, João Ricardo Corrêa de Souza.

“É ruim, né, você trabalhar como contratado sabendo que tem a vaga e você não é chamado para o concurso, e a gente está lutando para isso, para a gente ter a nossa estabilidade financeira, ter a estabilidade no trabalho e a gente poder trabalhar tranquilo para dar uma educação de qualidade nas escolas.”

O concurso era válido por dois anos, ou seja, até abril de 2026. Mas, por um pedido da Comissão de Educação da Câmara, a vigência foi prorrogada por mais dois anos e agora vale até abril de 2028. Mesmo assim, o medo dos aprovados é que o prazo termine sem a convocação.

Segundo o presidente da Comissão de Educação, vereador Professor Juari (PSDB), a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que hoje, 90% dos professores de Campo Grande são efetivos. “Mas eles solicitam que seja 100%, que chamem todos os professores aprovados até o limite, né, de 100%”.

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O giz branco representa um símbolo da educação pública e foi usado em plenário nesta terça-feira (3). (Foto: Marcus Vinnicius)

De acordo com a Câmara, a Semed é uma das pastas de maior peso na folha de pagamento da prefeitura e a nomeação dos aprovados trará impacto ainda maior ao orçamento do município, ainda assim, a convocação é uma promessa que vem sendo cobrada. É o que reforça o presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB).

“É um compromisso político da gestão, que agora se vê numa situação orçamentária e financeira muito difícil e aí está segurando essas convocações, porque, quando você convoca concursados, você faz uma linha de despesa para o futuro, inclusive lá IMPCG depois que se aposentar. Então, você trazer novos concursados demanda um estudo orçamentário bem profundo.”

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professores acompanharam a sessão desta terça-feira (3) (Foto: Marcus Vinnicius)

Mas, para quem aguarda ser chamado, os anos de incerteza se arrastam. “Já estamos aguardando há muito tempo, desde 2016. Tem vários professores que passaram e não foram chamados. Agora, em 2024, de novo, passamos e não fomos chamados. Então, por isso estamos lutando por essa causa”, afirma a professora Luciana Clara de Godoy.

A prefeitura justifica que já convocou 1.083 professores do concurso, número superior às 323 abertas inicialmente. O município afirma que pretende continuar substituindo os contratados conforme a capacidade orçamentária, mas ressalta que não pode abrir mão dos temporários para cobrir licenças e afastamentos.

“A gente tem que pensar assim: eu tenho um professor concursado,aí esse professor pode faltar, ele pode ter um atestado médico, ele pode estar em uma outra função que não é em sala de aula. Aí o que acontece? Se eu não tenho uma conta, um processo seletivo em andamento, vai haver uma vacância em determinada sala de aula, então eu chamo um contratado. Porque, na verdade, se eu não fizer isso, eu vou estar deixando de atender a população no geral. Então pode ser que tenha casos, e a gente tem um grande número de professores que são afastados por conta de atestados médicos, por conta de problemas de saúde, e isso é um contingente enorme, então assim, eu preciso ter professores que estejam realizando o serviço.”

Ulisses Rocha, secretário municipal de Governo

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