16.setembro - 2026 - 9:11

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Clínicas terapêuticas são interditadas após descoberta de maus-tratos contra pacientes

Uma operação coordenada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul (DPE-MS) fechou duas clínicas terapêuticas localizadas na cidade de Três Lagoas. A ação contou com apoio de órgãos federais, municipais e estaduais de controle, como a Vigilância Sanitária.

Equipe da Vigilância Sanitária interditou os locais (Foto: divulgação/DPE-MS)

No primeiro local, os agentes constataram que a comunidade utilizava contenção química, pacientes sedados, internações involuntárias sem suporte médico, além da privação do livre direito de ir e vir. 

Diante da gravidade da situação, o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) foi chamado para auxiliar no socorro imediato dos pacientes. O espaço abrigava 42 pessoas sem autorização sanitária adequada e acabou interditado pela Vigilância Sanitária. 

“Nós identificamos uma série de irregularidades como contenção química, pacientes dopados, sem suporte de vida, sem cuidado adequado, sem cuidado médico e um tratamento completamente desvirtuado do que deveria ser praticado. A vigilância sanitária fez a interdição administrativa e a Defensoria Pública entrou com uma ação civil pública para interditar de forma definitiva e judicial esse local e também para que essas pessoas fossem acolhidas e redirecionada aos serviços de saúde mais adequados”, relatou a coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), Eni Maria Sezerino Diniz. 

Na segunda clínica foi constatado que o local funcionava sem alvará sanitário e requisitos básicos de higiene. A comunidade abrigava 15 pacientes. 

Além disso, os responsáveis foram notificados a comprovar a intermediação ilícita de mão de obra e a retenção de 50% da remuneração das pessoas internadas, prestadas a terceiros. 

clinica terapeutica 1
Banheiro do local com falta de higiene (Foto: divulgação/DPE-MS)

Foi determinada a paralisação imediata das atividades e a restituição dos valores recebidos dos pacientes. 

“Foi interditada administrativamente porque não tinha autorização sanitária, não tinha alvará sanitário e também não havia uma série de cuidados e de requisitos legais que a lei determina para o funcionamento dessas unidades”, pontuou Eni. 

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