Mato Grosso registrou 35.926 casos de estelionato em 2025, o equivalente a uma média de 98 golpes por dia ou 4,1 ocorrências por hora, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O volume representa um crescimento de 14,4% em relação a 2024, quando foram contabilizados 30.940 registros.
O aumento acompanha a tendência nacional de expansão dos crimes de fraude, impulsionados principalmente pelo uso de meios eletrônicos. Em todo o Brasil, a média foi de 258 golpes por hora ao longo de 2025, evidenciando o avanço desse tipo de crime em diferentes estados.
Em Mato Grosso, os casos de estelionato por meio eletrônico também cresceram. Em 2024 foram registrados 21.016 crimes dessa modalidade, número que subiu para 23.120 em 2025, um aumento de aproximadamente 10% em apenas um ano.
A modalidade já representa cerca de dois terços de todos os registros de estelionato no estado.
Além do aumento no número de ocorrências, Mato Grosso aparece entre os estados com maior incidência proporcional desse tipo de crime.
O estado ocupa a 9ª maior taxa de estelionato do país, com 922,7 casos por 100 mil habitantes, e a 3ª posição no Centro-Oeste, atrás apenas do Distrito Federal e de Goiás.
Veja os dados consolidados:
Golpes virtuais lideram ocorrências
O crescimento dos registros acompanha a popularização de golpes praticados por meios digitais. Entre as fraudes mais recorrentes segundo o Anuário estão a clonagem ou troca de cartão de crédito, quando criminosos obtêm dados bancários por meio de páginas falsas, maquininhas adulteradas, vazamentos de informações ou contatos fraudulentos e realizam compras sem autorização da vítima.
Outro golpe frequente é o chamado golpe do WhatsApp, em que criminosos assumem a identidade de familiares ou amigos para solicitar transferências bancárias ou pagamentos urgentes.
Também se destaca o golpe da falsa central bancária, quando os estelionatários entram em contato por telefone ou mensagens afirmando ser funcionários de instituições financeiras. Eles alegam movimentações suspeitas na conta da vítima para convencê-la a fornecer senhas, códigos de autenticação ou realizar transferências.
Já o golpe do Pix reúne diferentes estratégias, como pedidos de dinheiro feitos por perfis falsos, comprovantes adulterados, QR Codes manipulados, falsas vendas pela internet e promessas de investimentos com retornos irreais.
Especialistas recomendam atenção
Especialistas em segurança digital orientam que consumidores desconfiem de contatos inesperados envolvendo dinheiro, nunca compartilhem senhas ou códigos de autenticação e confirmem pedidos de transferência por outros canais antes de efetuar qualquer pagamento.
Também é recomendado verificar cuidadosamente links recebidos por mensagens, evitar informar dados bancários por telefone e manter aplicativos e sistemas operacionais sempre atualizados para reduzir os riscos de fraude.
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