31.maio - 2026 - 5:28

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Homem é preso por manipular e abusar de criança por app em troca de moedas de jogo

Um homem foi preso na cidade de Dom Eliseu, no Pará, suspeito de manipular uma criança de 9 anos, por meio da internet, a cometer abusos sexuais contra si mesma, em troca de moedas usadas no jogo Roblox. A vítima é moradora de Mato Grosso.

A prisão ocorreu na última sexta-feira (29) e foi cumprida pela Polícia Civil de Mato Grosso, que começou a investigar o caso, após a mãe procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI) de Sinop.

À polícia, a mulher contou que a filha havia cometido uma ação sexual violenta contra si mesma a mando de uma pessoa que conheceu em um aplicativo de vídeos da internet.

Sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI) de Sinop. – Foto: PJC/MT

As investigações apontaram que a criança sofreu forte manipulação psicológica e aliciamento, e que o suspeito solicitava o envio de vídeos de cunho sexual em troca de moedas usadas no jogo Roblox.

A criança ficou extremamente abalada psicologicamente, chegando a ameaçar atentar contra a própria vida, quando a família descobriu sobre o crime. O último caso, que levou à descoberta, causou uma lesão que fez com que a criança precisasse ser submetida a um procedimento cirúrgico.

Diante da brutalidade dos fatos e do perigo que o suspeito representava, a delegada responsável pelo caso pediu a prisão dele, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo telemático, para que a investigações continuassem.

O suspeito também é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável, posse de material de abuso sexual infantil e aliciamento de crianças com fins sexuais na internet.

A delegada Renata Evangelista, responsável pela investigação, alerta que o caso reforça os perigos do ambiente virtual para crianças e adolescentes. Segundo ela, o avanço da tecnologia também abriu caminho para que criminosos se aproximem das vítimas por meio de telas de celulares e tablets.

A delegada destaca que o monitoramento do uso da internet por crianças não deve ser visto como invasão de privacidade, mas como uma medida de proteção. Ela explica que criminosos costumam se passar por amigos ou por crianças da mesma idade e usam jogos, redes sociais e aplicativos aparentemente inofensivos para manipular vítimas vulneráveis.

Renata orienta pais e responsáveis a ficarem atentos a mudanças repentinas de comportamento, isolamento e ao conteúdo acessado pelos filhos. Segundo ela, a Polícia Civil segue vigilante, mas a prevenção começa dentro do ambiente familiar.

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