30.setembro - 2026 - 7:50

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Intermediário em execução por engano é capturado em MS

Mais um envolvido na morte de Vitor Orsini, o jovem de 19 anos executado por engano em uma garagem de Dourados, foi preso pela polícia de Mato Grosso do Sul. Apontado como intermediário entre mandantes e atiradores, Marcos Antônio Olmedo Vera, de 23 anos, foi encontrado em Corumbá na noite dessa segunda-feira (28).

Marcos Antônio foi capturado na noite desta segunda-feira (Foto: Polícia CIvil)

Segundo divulgado pela Polícia Civil, Marcos foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e, como já era procurado pela polícia, foi detido.

As investigações apontam que ele foi a pessoa responsável por intermediar o crime e quem levou os atiradores de Ponta Porã até Dourados no dia em que Vitor foi executado.

  1. Polícia revela que jovem de 19 anos foi morto por engano em emboscada dentro de garagem

O crime e a investigação

Vitor foi ferido a tiros dentro de uma garagem de veículos no bairro Jardim Água Boa, em Dourados, na frente do pai. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o delegado Lucas Veppo, logo após o crime, que foi registrado pelas câmeras de segurança do local, a família entregou o celular e o computador do jovem para auxiliar na investigação. Nas buscas pelos aparelhos, uma mensagem enviada ao rapaz chamou a atenção da polícia: era a negociação de um veículo, mas a pessoa do outro lado da linha marcava uma conversa exatamente no local e no horário do crime.

Nenhuma outra motivação foi encontrada: Vitor não tinha envolvimento com nada ilícito, não havia se envolvido em brigas ou desentendimentos. Nada que o transformasse em alvo de um crime tão cruel.

Não demorou para a polícia identificar os envolvidos no crime. Os primeiros presos foram Denis Barbosa de Melo, de 22 anos, que efetuou os tiros, e um adolescente, de 17 anos.

O executor foi preso em Ponta Porã e contou que era de Brasília, mas já morava na cidade sul-mato-grossense há alguns meses com a missão de levar drogas para a capital do Brasil e também para outras grandes cidades. Nesse tempo, cerca de três ou quatro meses, adquiriu uma dívida e, para quitar, foi “contratado” para o crime.

garagem
Local em que o crime aconteceu em Dourados (Foto: Nádia Nicolau)

No dia 7 de agosto, ele e o comparsa, Alexander Gonçalves Borges, de 27 anos, foram levados para Dourados. Antes, viram uma foto do alvo da execução pelo celular e receberam a informação de que ele estaria às 14 horas na garagem. Na segunda maior cidade do estado, eles foram apresentados ao adolescente que, horas antes, havia furtado a motocicleta utilizada pela dupla no crime.

O adolescente ainda mostrou o endereço da garagem para a dupla de executores e, na hora marcada, os dois foram ao local.

Segundo o delegado, o que aconteceu naquele dia foi um engano. Alexandre, o piloto da motocicleta, foi o responsável por confirmar se Vitor era a vítima, mas, para a polícia, ele não tinha condições para isso. “Ele tem histórico de uso de entorpecentes e confessou, depois de preso, que estava sob efeito de drogas no dia”.

Sem condições de reconhecer o alvo apenas pela foto, o executor desceu da moto, foi até Vitor e disparou.

Com depoimentos, um novo suspeito foi identificado: Cláudio Henrique de Arruda, de 43 anos, empresário e dono de uma academia em Ponta Porã.

Com o decorrer das apurações, a polícia chegou ao verdadeiro alvo da emboscada. Ele foi ouvido e contou à polícia que realmente marcou um encontro na garagem, mas, no dia, estava com a esposa e se atrasou. Quando finalmente liberou e estava a caminho do local, descobriu sobre a morte de Vitor.

Ele contou que conhecia Claudio Henrique de Arruda há pelo menos 15 anos. Os dois, segundo o delegado, têm envolvimento com o tráfico de drogas e já foram presos juntos. Recentemente, o empresário fez uma dívida com a possível vítima, que começou com R$ 250 mil e já ultrapassava os R$ 300 mil.

Para a investigação, foi esse “desacerto financeiro” que levou à organização da emboscada. Apesar disso, outras hipóteses ainda não foram descartadas.

Foragido

Cláudio, Denis, Alexandre e o adolescente estão detidos. Agora, com a prisão de Marcos, apenas um suspeito continua foragido: Jeferson Lopes, de 31 anos.

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