A Justiça de Mato Grosso prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido como Elias Bigode, preso suspeito de envolvimento na morte do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, encontrado morto após 12 dias desaparecido em Várzea Grande (MT). Ele foi preso no dia 8 de outubro, mesma data em que o corpo de Breno foi localizado após a indicação do local pelo suspeito.
A decisão é dessa sexta-feira (6), do juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande e atendeu a pedido do delegado da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Bruno Abreu, que está a frente da investigação. O pedido decorre em função da continuidade da investigação, cujo inquérito policial ainda não foi concluído.
Além disso, a Polícia Civil investiga a possível participação de outros envolvidos na morte do professor Breno Antônio. Em 26 de outubro, a assessoria da corporação informou que as investigações seguem em andamento e que há prazo de mais um mês para a conclusão dos trabalhos investigativos.
“A Polícia Civil tem mais 30 dias para concluir a investigação e os esforços estão sendo empregados para identificar, localizar e capturar todos os envolvidos que tenham tido participação no caso. Neste momento, outros detalhes não serão divulgados para não comprometer o andamento da investigação”, finaliza a nota.
Desaparecimento, encontro de corpo e prisão de suspeito
Breno Antônio desapareceu na noite de 26 de setembro, depois de sair de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, para tomar sorvete.
Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos conhecidos do professor antes do desaparecimento.

Por volta das 20h22, ele foi filmado nas proximidades de uma creche municipal. Cerca de quatro minutos depois, apareceu subindo na garupa de uma motocicleta.
Dias antes da prisão, Elias Samuel Delgado da Silva havia procurado a Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Ele é apontado como principal suspeito pela morte de Breno Antônio e teria inclusive indicado aos policiais onde o corpo estava.
O cadáver foi encontrado em um banhado em área de mata, na região do bairro 13 de setembro, em Várzea Grande (MT). Segundo as autoridades, o corpo estava em avançado de decomposição.
O exame médico-legal preliminar realizado no corpo do professor revelou sinais de extrema violência. A vítima apresentava três perfurações profundas provocadas por arma branca, possivelmente uma faca de grande porte.

Após a prisão, o irmão gêmeo do professor, Bruno Humberto, contou ao Primeira Página que Breno mantinha contato com o homem apontado como suspeito. Segundo ele, teria sido Elias quem procurou o professor, embora ele não saiba exatamente o que aconteceu entre os dois.
A principal hipótese investigada é de que Breno tenha sido vítima de uma emboscada organizada pelo serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido como Elias Bigode. A possível motivação seria uma suposta ameaça de que o professor revelasse à família do suspeito a proximidade entre os dois.
O caso segue investigado e até o momento o suspeito não foi indiciado pela Polícia Civil.
-
Polícia tenta identificar outros suspeitos de participação no assassinato de professor em Várzea Grande
-
No Dia dos Professores, irmão gêmeo homenageia profissional encontrado morto em Várzea Grande
-
‘A gente vai fazer justiça pelo Breno’, diz irmão em velório de professor morto em Várzea Grande
-
Família pede ajuda para custear enterro de professor encontrado morto em Várzea Grande
-
‘Você levou metade de mim’, diz irmão de professor desaparecido em despedida após corpo ser encontrado e suspeito preso
-
Corpo de professor que desapareceu em Várzea Grande é encontrado após prisão de suspeito
-
Quem é o serralheiro preso como suspeito do sumiço de professor em Várzea Grande
-
Suspeito de envolvimento no desaparecimento de professor em Várzea Grande é preso na região do Manso
-
Professor foi vítima de emboscada após suposta ameaça a serralheiro em Várzea Grande, diz polícia