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Mato Grosso registra o menor número de focos de calor em 28 anos

Mato Grosso registrou uma redução de 78,15% nos focos de calor em julho deste ano, na comparação com a média histórica da série iniciada em 1998, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/BD Queimadas).

No mês passado, o estado contabilizou pouco mais de 700 focos de calor, número significativamente inferior ao dados de julho ao longo de 28 anos, de aproximadamente 3,4 mil registros.

Em julho deste ano, MT registrou o menor número de focos de calor em 28 anos. – Foto: Augusto Dauster/Ibama

Do total de focos de calor registrados pelo Inpe em Mato Grosso, 60% são em áreas federais, como terras indígenas e assentamentos, nas quais o combate deve ser realizado por órgãos do Governo Federal e não pelo estado.

Quatro terras indígenas mato-grossenses, por exemplo, concentraram oito focos de calor na última quinta-feira (30). Os registros foram feitos nas terras indígenas Parabubure, Enawenê-Nawê, Areões e Aripuanã e representam cerca de 26% dos 31 focos contabilizados em todo o estado no período, de acordo com o Inpe.

O resultado também apresenta uma redução de quase 27% em relação a julho de 2025, quando mais de mil focos de calor foram contabilizados em diferentes regiões mato-grossenses. Esses dados, até então, eram o menor índice da série histórica para o período.

Ainda conforme os dados, os meses de maio e junho deste ano foram os que tiveram maiores registros de focos de calor, com 831 e 1.440 ocorrências respectivamente.

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MT registrou queda de quase 27% nos focos de calor em julho deste ano, em comparação com o mesmo mês no ano passado. – Foto: Christiano Antonucci

Apesar do cenário positivo, o Corpo de Bombeiros mantém o alerta para o período de estiagem, principalmente diante da previsão de impactos causados pelo fenômeno El Niño e das condições climáticas que favorecem a propagação do fogo, como baixa umidade, altas temperaturas e ventos fortes.

A redução histórica nos focos de calor foi possível por meio dos trabalhos integrados de prevenção, fiscalização e conscientização realizados no primeiro semestre deste ano e que devem se intensificar para minimizar os riscos durante a estiagem, segundo o tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza.

“A colaboração da população é fundamental para evitarmos ocorrências de grandes proporções”, afirmou.

O comandante reforçou ainda a necessidade de que a população permaneça vigilante durante toda a estiagem, denuncie práticas irregulares de uso do fogo pelos telefones 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros) e respeite as restrições estabelecidas durante o período proibitivo, medida que tem se mostrado eficaz na redução dos focos de calor.

Uso do fogo segue proibido

O Corpo de Bombeiros reforça, também, que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido entre 1º de julho e 30 de novembro nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Nas áreas urbanas, a prática é proibida durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.

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