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MT prevê R$ 134 milhões para plano contra desmatamento ilegal e incêndios florestais

Mato Grosso deve destinar R$ 134 milhões, em 2026, para ações de combate ao desmatamento ilegal, à exploração florestal irregular e aos incêndios florestais. O valor faz parte do plano conduzido pelo Comitê Estratégico para o Combate ao Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndios Florestais de Mato Grosso (CEDIF/MT).

O comitê foi criado em 2020, por decreto estadual, para reunir diferentes órgãos em ações de fiscalização e resposta ambiental. A previsão para 2026 representa aumento em relação aos primeiros anos de atuação do comitê. Segundo os dados apresentados, os investimentos passaram de R$ 32 milhões, em 2020, para R$ 125 milhões, em 2025. Para o próximo ano, a estimativa é chegar a R$ 134 milhões.

O plano é dividido em frentes como monitoramento, fiscalização, responsabilização de infratores, prevenção e combate a incêndios, proteção da fauna e comunicação. A ideia é combinar operações em campo com uso de tecnologia e monitoramento remoto para identificar áreas atingidas e orientar a atuação das equipes.

Mato Grosso prevê R$ 134 mi para combater desmatamento ilegal e incêndios em 2026. – Foto: Secom-MT

Os dados mais recentes apontam queda no desmatamento com solo exposto. Entre agosto de 2025 e abril de 2026, foram registrados 513 km², redução de 25% em relação ao período anterior. O número também ficou 42% abaixo da média dos últimos dez anos para o mesmo intervalo.

Apesar da queda, o desmatamento ainda aparece como um dos principais desafios ambientais do estado. A média dos últimos dez anos, entre 2016 e 2025, foi de 1.703 km² desmatados por ano em Mato Grosso.

A fiscalização também resultou em autuações e multas. Em 2025, foram lavrados 4.197 autos de infração, com R$ 2,9 bilhões em multas aplicadas. A maior parte das autuações ocorreu em campo, enquanto parte foi feita de forma remota, a partir do monitoramento de áreas suspeitas.

No recorte do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, Mato Grosso também registrou queda nos alertas consolidados. A área desmatada passou de 163 mil hectares, em 2023, para 93 mil hectares, em 2024. O número de alertas caiu de 3,5 mil para 1,8 mil no mesmo período.

Pedido do STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 10 dias para que o governo federal e os estados da Amazônia Legal informarem à Corte como se planejam para combater uma provável alta nos incêndios florestais provocada pelo fenômeno climático El Niño. ebcebc

Dino tomou a medida após a confirmação de que o El Niño deverá provocar eventos climáticos extremos no Brasil. O fenômeno é provocado pelo aumento na temperatura das águas no Oceano Pacífico e tem ocorrência periódica, em geral com impactos relevantes sobre o clima em diversos países.

Na decisão desta segunda, o ministro mencionou nota técnica conjunta publicada neste mês pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que confirma uma provável intensidade alta para o fenômeno já no segundo semestre de 2026. 

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