28.outubro - 2026 - 1:05

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Operação Antidotum combate desvio de R$ 4,9 milhões na Santa Casa em MS e GO

Os corredores da Santa Casa de Campo Grande amanheceram ocupados por agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Deflagrada nesta sexta-feira (11), a Operação Antidotum investiga esquema de desvios e fraudes na entidade que já acumula prejuízos superiores a R$ 4,9 milhões aos cofres e à operadora do hospital.

Santa Casa é alvo de operação (Foto: Gabi Cenciarelli/G1MS)

A ação, voltada a combater irregularidades em contratos de digitalização de prontuários e repasses a empresas de fachada, cumpre seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

A operação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB/MS.

Apuração identificou irregularidades em um contrato assinado pela Santa Casa para a prestação de serviços de digitalização de prontuários. O acordo previa repasses de R$ 1,8 milhão por ano, com vigência de três anos e valor total de R$ 5,4 milhões.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), pagamentos elevados eram realizados sem a devida prestação do serviço. Somente no primeiro ano de contrato, o desvio comprovado chegou a R$ 1,4 milhão.

Apontou, ainda, fraudes em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde com empresas de um mesmo grupo econômico, cujo proprietário mantinha ligações diretas com a diretoria do hospital.

As empresas contratadas estavam registradas no mesmo endereço comercial, mas o imóvel encontrava-se totalmente desocupado. Somente no ano de 2025, a operadora repassou cerca de R$ 9,6 milhões para esse grupo, gerando um prejuízo confirmado de, no mínimo, R$ 3,5 milhões.

A apuração revelou que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram ocultados de forma sistemática dos órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado (CGE). O valor total do dano causado à instituição segue em apuração.

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