A Polícia Civil investiga a possível participação de outros envolvidos na morte do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, que teve o corpo encontrado em uma área de mata no dia 8 deste mês após desaparecimento de 12 dias em Várzea Grande (MT). Na mesma data, o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva foi preso apontado como principal suspeito do homicídio.
Ao Primeira Página, o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Bruno Abreu informou que além de além de localizar o corpo da vítima, identificar e prender um dos envolvidos, esclarecendo pontos importantes da dinâmica do crime, as investigações continuam para elucidar completamente o caso.
“As diligências prosseguem e todos os esforços estão sendo empregados para identificar, localizar e capturar todos os envolvidos que tenham tido participação no caso. Neste momento, outros detalhes não serão divulgados para não comprometer o andamento da investigação”, comentou.
Por meio de nota, a assessoria da Polícia Civil informou que as investigações do inquérito policial instaurado na DHPP que apura a morte do professor seguem em andamento e que há prazo de mais um mês para a conclusão dos trabalhos investigativos.
“A Polícia Civil tem mais 30 dias para concluir a investigação e os esforços estão sendo empregados para identificar, localizar e capturar todos os envolvidos que tenham tido participação no caso. Neste momento, outros detalhes não serão divulgados para não comprometer o andamento da investigação”, finaliza a nota.
Desaparecimento, buscas, comoção e morte de educador
Conforme as investigações da Polícia Civil, o professor Breno Antônio Humberto de Moraes, encontrado morto após 12 dias desaparecido em Várzea Grande, teria sido foi vítima de uma emboscada organizada pelo serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido como Elias Bigode.
A defesa de Elias Samuel, representada pelo advogado Ronaldo Meirelles, informou que o cliente contribui para as investigações, se apresentou na delegacia de polícia de forma espontânea e nega que tenha cometido qualquer crime.

O corpo de Breno foi encontrado no dia 8 de outubro, em uma área de mata no bairro 13 de Setembro, na cidade. O local foi indicado aos policiais pelo próprio suspeito, após ele ter sido preso na região do Manso.
Segundo as autoridades, o corpo estava em avançado de decomposição, entretanto tatuagens aparentes indicam tratar-se de Breno. Ele estava desaparecido desde 26 de setembro, quando saiu de casa dizendo que não demoraria a voltar. O professor foi visto pela última vez pegando carona em uma motocicleta.

A motivação para o crime, conforme o delegado Bruno Abreu, teria sido uma suposta ameaça de que a proximidade entre Breno e Elias fosse revelada à família do suspeito. Contudo, o delegado descartou que a investigação tenha encontrado indícios criminosos contra o professor.
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