Quatro terras indígenas de Mato Grosso concentraram oito focos de calor nas últimas 24 horas, conforme levantamento do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os registros foram feitos nas terras indígenas Parabubure, Enawenê-Nawê, Areões e Aripuanã e representam cerca de 26% dos 31 focos contabilizados em todo o estado no período.
De acordo com os dados, a Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis, registrou quatro focos de calor. Outros dois foram identificados na Terra Indígena Enawenê-Nawê, em Juína. Já as terras indígenas Areões, em Nova Nazaré, e Aripuanã, no município de Aripuanã, tiveram um foco de calor cada.
No total, Mato Grosso registrou 31 focos de calor nas últimas 24 horas, sendo 16 no bioma Cerrado e 15 na Amazônia.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O registro indica apenas uma área com temperatura elevada detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado quando diversos focos de calor se concentram em uma mesma área.
O CBMMT destaca ainda que o combate a incêndios em terras indígenas é de responsabilidade dos órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar diretamente nesses territórios.

Operação monitora focos de calor
Além do acompanhamento diário dos focos, o Corpo de Bombeiros realiza a Operação Infravermelho, que monitora áreas com indícios de uso irregular do fogo.
O trabalho é coordenado pela Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá, com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias para identificar áreas de risco, prevenir incêndios florestais e auxiliar na responsabilização de infratores.
Uso do fogo segue proibido
O Corpo de Bombeiros reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido entre 1º de julho e 30 de novembro nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Nas áreas urbanas, a prática é proibida durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.
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