O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, compareceu à Procuradoria-Geral neste sábado (7) para prestar depoimento, um dia depois de sofrer um processo de impeachment e ser colocado em prisão domiciliar. Ele é investigado por suspeitas de quebra de confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio.
-
Senadores aprovam por unanimidade impeachment do Presidente do Paraguai
-
Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai após escândalo envolvendo banco digital Ueno
Peña nega ter cometido os crimes. As investigações são conduzidas pelo Ministério Público paraguaio, que ainda trabalha na definição das acusações formais contra o ex-presidente.
O depoimento ocorre em meio a uma crise política e financeira provocada pelo colapso da instituição financeira digital Ueno. Segundo os promotores, as acusações poderiam incluir tráfico de influência.
O ex-presidente é apontado como um dos sócios do grupo controlador da Ueno e também é investigado por suspeitas de gestão fraudulenta e outros crimes relacionados ao escândalo.
Além de Peña, o ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, também foi intimado a prestar depoimento neste sábado. Ele permanece detido.
Impeachment aprovado
O processo de impeachment do presidente Santiago Peña, do Paraguai, foi aprovado por unanimidade pelos senadores, na tarde desta sexta-feira (6)
A destituição de Peña foi aprovada pelos 44 senadores presentes na sessão. Atualmente, o Paraguai possui 45 cadeiras, mas um dos parlamentares não compareceu. A crise política começou após a quebra do banco digital, que provocou protestos em Assunção e aumentou a pressão sobre o governo de Santiago.
Assim que identificou problemas em operações de crédito, o Banco Central interveio no caso, apontando que a instituição não possuía capital suficiente para continuar funcionando.
Santiago Peña foi acusado de vínculos empresariais com o grupo controlador do Ueno, que manteve participação na holding ligada ao banco até março de 2025. Assim que o escândalo tomou proporção, Peña renunciou ao cargo, informando que queria preservar a estabilidade do país. Porém, a decisão não encerrou o processo de impeachment.