Circulou nas redes sociais um vídeo de um motociclista arrastando um gato. As imagens foram publicadas neste domingo (3) pelo vereador Wender Madureira (Republicanos), de Várzea Grande, nas redes sociais. O flagrante foi no centro da cidade, próximo ao Aeroporto Marechal Rondon.
No vídeo, um homem trafega numa rua de terra com uma moto tipo biz. Na parte de traz do veículo, uma corda está amarrada, presa às patas traseiras ou ao rabo do animal, que parece já estar desacordado ou sem vida. No fim do vídeo, o vereador deixa um texto expressando indignação com a cena, chamando o acontecimento de “um crime crime bárbaro”.
Ele faz um apelo à população para que o ajudem a identificar o motociclista. Wender escreve “não descansaremos até identificar o responsável. Se você reconhece a moto ou a pessoa, entre em contato. Sigilo 100% garantido”, e deixa um número de telefone(65) 97400-2432, que corresponde ao gabinete dele
Na legenda da postagem, ele demonstra revolta com a situação, afirma que recebeu o vídeo de um cidadão e diz que “não existem palavras para descrever tamanha crueldade […]. Isso NÃO pode ficar impune”. As imagens geraram revolta entre os seguidores do vereador, que usaram o espaço dos comentários para pedir justiça e expressar indignação com a situação.
No Brasil, a legislação que combate a crueldade contra animais avançou significativamente, estabelecendo punições mais rigorosas para quem comete esse tipo de crime. A base jurídica principal é a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), que já previa sanções para atos de abuso ou maus-tratos.
No entanto, em 2020, houve um endurecimento histórico com a aprovação da Lei 14.064/20, conhecida como Lei Sansão. Ela aumentou a punição para casos de maus-tratos especificamente contra cães e gatos, a pena passou a ser de dois a cinco anos de reclusão, além da prisão, o agressor está sujeito ao pagamento de multa e à proibição definitiva de ter a guarda de animais. O crime de maus-tratos permite a prisão em flagrante e denúncias são fundamentais para a aplicação da lei e podem ser feitas através do 190 (Polícia Militar) ou em delegacias especializadas.
Ao HNT, a Polícia Militar informou que não foi registrada ocorrência sobre o caso.
VÍDEO:
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