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HNT TV: “Bolsonaro não houve política, só lacração”, diz Eliane Xunakalo | HiperNotícias

A deputada estadual Eliane Xunakalo criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o baixo comprometimento com as políticas públicas aos povos indígenas. Ao HNT TV Entrevista, Xunakalo disse que no governo Bolsonaro só “houve lacração”. Além de não se envolver com o segmento, a deputada ressaltou que o ex-presidente promoveu o “desmonte” da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), o que exigiu uma mobilização intensa das entidades como a ANMIGA (Articulação Nacional das Mulheres Guerreiras da Ancestralidade), fundada por Eliane em conjunto com a deputada federal e ex-ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara (Psol-SP). 

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“Com o presidente Bolsonaro não houve política nenhuma, só houve lacração. Não tivemos nada de concretude. Nós, povos indígenas, estivemos durante todo aquele governo em movimento, indo para Brasília mesmo durante a pandemia para protestar, brigar e denunciar a perseguição de lideranças. Vivemos momentos bem complicados; muitos indígenas morreram, inclusive por questões relacionadas à vacina”, disparou Eliane Xunakalo .

Para Eliane, a relação dos “parentes” é mais harmônica com na gestão do presidente Lula (PT) que criou o ministério que foi liderado por Sonia Guajajara e dividiu os territórios em distritos sanitários, nomeando representantes das próprias aldeias que conhecem as regiões e necessidades das comunidades, facilitando a interlocução com o governo federal. Lula também determinou a reserva de uma cota para investimento obrigatório aos indígenas nas demais pastas.

A deputada reconhece a existência de gargalos, mas pontuou que ao colocar na balança, há diferença entre as duas gestões. Um dos tópicos, segundo ela, que distanciam Lula de Jair é o incentivo a discriminção dos indígenas quanto a proteção dos territórios. Enquanto o ex-presidente não apoiava as demarcações, Lula viabilizou a proteção de novas áreas.

“Avançamos em coisas boas, embora também existam pontos negativos que precisam ser colocados. Mas é melhor ter políticas que estão caminhando, mesmo com desafios, do que não ter nada e ainda ouvir um chefe de Estado incentivando a discriminação, a invasão e a violência contra a gente. Não digo isso apenas por ser do PT, digo isso como parte do movimento. Qualquer liderança nossa confirmará isso”, concluiu Xunakalo.

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