O Democracia Cristã (DC) oficializou nesta quarta-feira (5), durante convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura da advogada cuiabana Clariana Barão à Presidência da República nas eleições de 2026. A escolha foi feita por unanimidade pelos delegados da legenda. A advogada Fabiana Torquato também foi confirmada como candidata a vice-presidente na chapa.
A oficialização ocorre após o partido não conseguir viabilizar as candidaturas do ex-ministro Aldo Rebelo, que acabou expulso da legenda, e do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que desistiu da disputa. Diante desse cenário, o Democracia Cristã decidiu apostar em uma chapa formada por duas mulheres para representar a sigla na corrida presidencial.
Presidente estadual do DC em Mato Grosso, Clariana Barão assumiu o protagonismo nacional mesmo sem nunca ter disputado um cargo eletivo. Advogada, ela passou a comandar o diretório estadual da legenda há pouco mais de um mês e afirma que aceitou imediatamente o convite para liderar o projeto nacional do partido.
Em entrevista ao podcast Política de Primeira, do Portal Primeira Página, Clariana afirmou que, apesar da candidatura própria à Presidência, a principal estratégia do Democracia Cristã é fortalecer a bancada federal e superar a cláusula de barreira nas eleições deste ano.
“O nosso objetivo muito grande é romper a cláusula de barreira. Para isso, precisamos eleger deputados federais”, afirmou durante o episódio.
Em Mato Grosso, o partido trabalha com seis candidatos a deputado federal, homologados na última segunda-feira (3). Durante o ato foi decidido que os filiados estão liberados para apoiar candidatos de outros partidos ao governo do Estado, ao Senado e a Assembleia Legislativa (ALMT).
Veja a entrevista completa:
Ameaças após anúncio
Desde que teve o nome lançado como pré-candidata, Clariana afirma ter passado a receber ameaças de morte e ataques nas redes sociais. Segundo a advogada, uma das mensagens dizia: “Ou a senhora renuncia ou a senhora terá poucos dias de vida”.
Ela informou que as ameaças, assim como conteúdos considerados falsos sobre sua vida pessoal, foram encaminhados à Polícia Federal.
“Já recebi algumas ameaças. Ameaças de morte, na verdade. Também disseminaram fake news sobre a minha vida, tentaram me derrubar, mas eu não me sucumbo a isso”, declarou durante a entrevista.
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